Steven Spielberg abdica do superespetáculo, em Lincoln, para fazer um filme reflexivo

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LINCOLN – Concorre a melhor filme, diretor, ator (Daniel Day-Lewis), atriz coadjuvante (Sally Field), ator coadjuvante (Tommy Lee Jones), roteiro adaptado, fotografia, figurino, edição, trilha sonora, efeito sonoro e direção de arte. Foi preterido no Globo de Ouro, em que apenas Daniel Day-Lewis ganhou como ator, mas segue com fortes perspectivas para a premiação do Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, no dia 24 de fevereiro.

Spielberg não faz uma cinebiografia. Antes, concentra-se em um período axial da vida do presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, que, em 1865, ano em que acaba a Guerra Civil Americana, há poucos meses de ser assassinado, empreende uma luta que enfim resulta na abolição da escravatura com a aprovação da 13ª emenda à Constituição, na Câmara dos Representantes.

Carregado, conduzido com mão pesada em suas duas horas e vinte e cinco minutos de duração, Lincoln, entretanto, não deixa de ser um filme digno. Com amplo domínio técnico, ao mesclar o momento político do presidente, e da nação, a sua vida particular, possibilitando um show de interpretação. Day-Lewis, Fields e Lee Jones, que aparecem como favoritos ao Oscar, encontram um forte concorrente em O Mestre, com a indicação, nas mesmas categorias, de Phoenix (ator) e Hoffman e Amy Adams (ator e atriz coadjuvante).

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steven Spielberg
Elenco: Daniel Day-Lewis, Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Michael Stuhlbarg, Jackie Earle Haley, Gloria Reuben, Adam Driver
Produção: Steven Spielberg, Kathleen Kennedy
Roteiro: Tony Kushner, John Logan, Paul Webb
Fotografia: Janusz Kaminski
Trilha Sonora: John Williams
Duração: 153 min.
Ano: 2012
País: EUA
Classificação: 10 anos