Road movie embalado por canções de Roberto Carlos, À Beira do Caminho é um filme em linha reta

À Beira do Caminho - pontocedecinema.blog.br

À BEIRA DO CAMINHO – A linha que corta o topo do letreiro, no início dos créditos, indica logo: estamos diante de um filme que segue em caminho reto. Breno Silveira, diretor de 2 Filhos de Francisco, mostra que não está aí para riscos nem complicações.

Principal estreia da semana que hoje (16/8) se fecha, contando no elenco com uma dupla em plena sintonia, os baianos João Miguel e Vinicius Nascimento, À Beira do Caminho reza pela cartilha do convencionalismo, até mesmo com excesso de clichês e certa fragilidade dramatúrgica, mas é um filme simples, que emociona.

Assinala o encontro de um caminhoneiro preso a um passado familiar que o angustia, e o afasta do mundo, com um menino que perdeu a mãe e pega carona forçada em seu caminhão, rumo a São Paulo, para encontrar o pai que supostamente o abandonou.

A narrativa segue sem sobressaltos, costurando flashbacks da vida pregressa do caminhoneiro, em torno de rompimentos envolvendo as personagens interpretadas por Dira Paes e Ludmila Rosa, a canções de Roberto Carlos e frases de carrocerias de caminhões.

A melhor das frases, fora a tradicional e necessária “Mantenha distância”, uma metáfora que nos intruduz ao ânimo do personagem principal, é: “Viver é desenhar sem borracha”.

A história de À Beira do Caminho, road movie que nos faz lembrar de Central do Brasil (1998), de Walter Salles, se encarrega de provar o contrário.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Breno Silveira
Elenco: João Miguel, Dira Paes, Vinicius Nascimento, Ludmila Rosa, Denise Weinberg, Ângelo Antônio.
Produção: Breno Silveira, Lula Buarque de Hollanda
Roteiro: Patrícia Andrade
Fotografia: Lula Carvalho
Trilha Sonora: Roberto Carlos
Duração: 102 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Classificação: 14 anos