Mostra na Walter homenageia Penna Filho

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Sete filmes do diretor, morto no ano passado, compõem a programação Foto: Divulgação

Penna Filho nasceu em Vitória (ES), morou em São Paulo (SP) de 1959 a 1991, então partindo para Florianópolis (SC). Morreu em abril do ano passado, aos 79 anos, depois de realizar mais de 30 filmes em  mais de 40 anos de carreira.

Sempre comprometido com causas sociais, como os problemas enfrentados pelos trabalhadores das minas de carvão, que retratou no curta Naturezas Mortas (1995) e em Das Profundezas (2013), seu último longa.

Uma mostra com sete de seus filmes, incluindo Das Profundezas – que já foi exibido no Florianópolis Audiovisual Mercosul 2015, no 22º Festival de Cinema de Vitória e  premiado no 10º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões –, será aberta nesta quinta-feira, 18, na Sala Walter da Silveira.

Organizada pela Diretoria de Audiovisual (Dimas), da Fundação Cultural, a mostra é uma oportunidade para conhecer a obra deste cineasta que também trabalhou para a televisão – TV Cultura e Globo (Fantástico e Globo Repórter). A abertura da mostra contará com a presença da filha e curadora do acervo do cineasta, Fabiana Penna.

No início jornalista, Penna Filho atuou como ator, continuísta e assistente de direção, tendo trabalhado com a equipe de Mazzaropi, nos anos 1960, em filmes como O Puritano da Rua Augusta (1965), dirigido pelo próprio Mazzaropi, e O Corinthiano (1966), de Milton Amaral.

Seu primeiro filme como diretor foi Os Amores de Um Cafona, de 1969, seguido, no ano posterior, de O Diabo Tem Mil Chifres.

Mas o que interessa aqui é o período em que Penna Filho foi morar em Santa Catarina, terra de sua mulher, onde montou uma produtora e retornou com Naturezas Mortas,  premiado nos festivais de Gramado, no Rio Grande do Sul, e Algarve, em Portugal.

No filme, incursiona pela trajetória de um trabalhador da mineração, tema que retoma em Das Profundezas com a saga de uma família em meio aos conflitos entre o sindicato e o estado, em 1987.

A mostra conta ainda com Alma Açoriana (2001), em que Penna Filho revê o legado dos imigrantes da região portuguesa em Santa Catariana, por meio da memória e vivência de seus descendentes.

Féndô – Tributo a Uma Guerreira (2000) acompanha a centenária índia Kaingang Féndô e sua importância na luta para recuperação das terras da comunidade do Toldo Chimbangue, de Chapecó.

Victor Meirelles – Quadros da História, de 1996, resgata trajetória do artista catarinense que se especializou em pinturas históricas, responsável por obras-primas como A Primeira Missa no Brasil, Combate Naval de Riachuelo e Batalha de Guararapes.

Em Doce de Coco (2009), Penna Filho conta a história da sacoleira Madalena e seu marido, Santinho, em meio a situações desconcertantes para vencer as dificuldades financeiras.

E o interesse pelo futebol está representado por Um Craque Chamado Divino, de 2006,  com a história de Ademir da Guia, o maior ídolo do Palmeiras, clube em que foi titular por mais de 16 anos, apontado como um dos melhores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos.

Mostra Penna Filho
Programação
Sala Walter Da Silveira

De 18 a 24 de Fevereiro | 17H
Ingresso: R$ 1,00

Das Profundezas (2013)
Dia 18/2
17h e 19h (entrada gratuita, às 19h)
Dia 24/2
17h

Alma Açoriana
Dia 19/2
17h

Féndô – Tributo a Uma Guerreira
Naturezas Mortas
Victor Meirelles – Quadros da História

Dia 20/2 e Dia 23/2
17h

Doce de Coco
Dia 21/2
17h

Um Craque Chamado Divino
Dia 22/2
17h