Morre Sarris, uma voz a favor da autoria no cinema

Andrews Sarris - pontocedecinema.blog.br

Sarris defendeu o conceito do cinema de autor. Foto: Fred R. Conrad/ The New York Times

Um crítico severo, necessário: Andrew Sarris morreu nesta quarta-feira, aos 83 anos de idade, nos Estados Unidos, vítima de complicações decorrentes de uma infecção, segundo sua mulher, Molly Haskell. Algumas informações dão conta de que contraiu um virus estomacal.

Nascido no Brooklyn (Nova York), em outubro de 1928, foi fundamental ao levar para os Estados Unidos o conceito de cinema de autor. Antes da Nouvelle Vague francesa e da revista Cahiers du Cinema muitos dos hoje considerados grandes diretores do cinema, sobretudo o norte-americano, eram vistos como meros criadores de filmes para entretenimento.

Como crítico da Village Voice, em que ressaltava a importância do diretor no filme, rivalizou com a também severa e absolutamente singular Pauline Kael, que escreveu por mais de duas décadas para a The New Yorker e defendia um jeito menos intelectualizado de ver o cinema.

Sarris colocou no panteão nomes como John Ford, David Griffith, Howard Hawks, Buster Keaton, Alfred Hitchcock e Orson Welles.