David O. Russel lida de forma inventiva com o sonho e o ideal de oportunidade em Joy: O Nome do Sucesso

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Jennifer Lawrence volta a concorrer ao Oscar de melhor atriz pelo papel de Joy Mangano Foto: Divulgação

Que David O. Russel é um bom diretor e se revela ainda mais ao lidar com atores, ninguém duvida.

Está claro no ótimo O Vencedor (2010), que deu o Oscar de melhores coadjuvantes a Christian Bale e Melissa Mel, O Lado Bom da Vida (2012) – pelo qual Jennifer Lawrence venceu como atriz – e Trapaça (2013), que, dentre outras categorias, recebeu todas as indicações de atuação.

Isto seria irrelevante, talvez,  se em Russel o que não importasse fosse o universo que gravita em torno das relações complexas que unem os seres humanos, sejam eles de uma mesma família ou não.

Vá lá, há muito que o diretor não faz um filme tão bom quanto O Vencedor, mas, nos dois anteriores e neste Joy: O Nome do Sucesso, ele retoma aquele halo familiar de relações próximas de parentesco e amizade, um tanto desajustadas e com certo exagero, que o distingue dos demais.

Assim como em O Lado Bom e Trapaça, Russel meio que se embaralha pelo amontoado de situações com as quais tenta lidar. Mas mantém o vigor ante o  inusitado da vida, ao reunir um núcleo familiar desconcertado que tem a filha mais nova como esperança de sucesso.

Joy (Jennifer Lawrence) mora com a mãe (Virginia Madsen), uma mulher deprimida separada do marido, que só vive na cama assistindo a uma novela de quinta categoria. O pai (Robert De Niro) é dispensado pela mulher e volta ao lar para dividir o porão da casa com o ex-marido (Édgard Ramirez) desempregado da garota.

A avó (Diane Ladd) imprime o tom mágico da fábula ao conduzir a narrativa sobre a menina de mente brilhante que acaba criando um esfregão funcional bem mais vantajoso em relação aos existentes no mercado.

Tem ainda a meia-irmã (Elisabeth Röm), a melhor amiga (Dasha Polanco) e Bradley Cooper e Isabela Rossellini como coadjuvantes de luxo nesta comédia que lida de forma inventiva com o sonho e o ideal de oportunidade.