Filme de Damian Chazelle confirma favoritismo e recebe 14 indicações ao Oscar

Academia segue exemplo do Globo de Ouro e nomeia vários artistas negros à premiação que acontece em 26 de fevereiro
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O filme iguala o recorde de indicações de A Malvada e Titanic

Não tinha como ser diferente. La La Land: Cantando Estações atendeu às expectativas, duas semanas depois de se tornar o maior vencedor do Globo de Ouro com sete estatuetas. Confirmou o favoritismo no Oscar ao receber 14 indicações em 13 categorias (assim como A Malvada, 1950, e Titanic, 1997) para a 89ª edição do prêmio que acontece no dia 26 de fevereiro e será apresentado pelo comediante Jimmy Kimmel.

Seguem La La Land em número, Moonlight: Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkis, e A Chegada, de Dennis Villeneuve (com oito), e Manchester à Beira-mar, Até o Último Homem e Lion – Uma Jornada para Casa (com seis cada um). Pela sucesso e emoção que vem provocando no público, é quase impossível bater o favoritismo do musical de Damien Chazelle, que, com apenas 31 anos, é também favorito para Mellhor Diretor.

Além somar indicações para as principais estatuetas, o  musical sobre os encontros e desencontros de um casal de artistas em Los Angeles, acumulou duas em uma única categoria, Melhor Canção Original. Audition (The Fools Who Dream) e City Of Stars, de La La Land, vão concorrer com Cant Stop The Feeling, de Trolls, The Emty Chair, de Jim: The James Foley Story, e How Far I’ll Go, de Moana.

La La Land é também forte candidato nas categorias de atuação. Entre as atrizes, Emma Stone encontra páreo duro em Meryl Streep – que agora, com Florence: Quem É Essa Mulher,  soma vinte indicações ao prêmio –, Natalie Portman, em Jackie, e Isabelle Huppert por Elle.

A atriz francesa entra com algum destaque aí porque o filme de Paul Verhoeven, que ganhou o Globo de Ouro, acabou sendo preterido até mesmo entre os nove pré-selecionados para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A lista final contemplou o alemão Toni Erdmann, o australiano Tanna, o iraniano O Apartamento, o dinamarquês Terra de Minas e o sueco A Man Called Ove.

Na categoria Melhor Ator, Ryan Gosling, como aconteceu no Globo de Ouro, pode ser atropelado por Casey Affleck no papel de um homem que convive com os fantasmas do passado ao ser obrigado a retornar para casa, depois da morte do irmão. Entra nessa lista Viggo Mortensen como o pai desafiador das regras sociais de Capitão Fantástico.

Um ano depois dos protestos pela não-inclusão de negros entre os concorrentes, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood segue o exemplo do Globo de Ouro, que não apenas indicou como premiou artistas afro-americanos.

Agora, entra no páreo Barry Jenkins, de 37 anos, do drama forte MoonLight, filme que concorre na categoria principal e a Melhor Diretor, além das indicações, dentre outras,  para Ator e Atriz Coadjuvantes, respectivamente, Mahershala  Ali e Naomi Harris.

Também Denzel Washington, em sua terceira incursão como diretor, crava quatro: Melhor Filme e Ator, ele mesmo, por Cercas, Atriz Coadjuvante (Viola Davis) e Roteiro Adaptado.

Não esquecer ainda das duas para Estrelas Além do Tempo, que fala sobre a discriminação a funcionárias negras na Nasa durante a corrida espacial em plena Guerra Fria. O filme concorre a Melhor Roteiro Adaptado e tem  Octavia Spencer na disputa como Melhor Atriz Coadjuvante.

Os nomes dos concorrentes ao Oscar foram lidos pelas atrizes Jennifer Hudson e Brie Larson, pelo diretor Jason Reitman, o diretor de fotografia mexicano Emmanuel Lubezki, o ator japonês Ken Watanabe e pela presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs.

O Brasil, que no ano passado foi indicado pela animação O Menino e o Mundo,  está fora do páreo.  Esperava-se que pelo menos Sônia Braga fosse lembrada como Melhor Atriz por Aquarius.

No mais, é esperar o dia de entrega dos prêmios que este ano – lembrando a Margo Channing de Bette Davis em A Malvada – deve ter uma noite turbulenta,  dadas as afrontas do presidente Donald Trump, que já provocaram discurso contendente de Meryl  Streep no Globo de Ouro.

Indicados

Melhor filme
“La La Land: Cantando Estações”
“Moonlight: Sob a Luz do Luar”
“Manchester à Beira-Mar”
“A Chegada”
“Lion: Uma Jornada para Casa”
“Até o Último Homem”
“Cercas”
“Estrelas Além do Tempo”
“A Qualquer Custo”

Melhor diretor
Denis Villeneuve, por “A Chegada”
Mel Gibson, por “Até o Último Homem”
Damien Chazelle, por “La La Land”
Kenneth Lonergan, por “Mancheser à Beira-Mar”
Barry Jenkins, por “Moonlight”

Melhor ator
Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar”
Denzel Washington, por “Cercas”
Ryan Gosling, por ‘La La Land”
Viggo Mortensen, por “Capitão Fantástico”
Andrew Garfield, por “Até o Último Homem”

Melhor atriz
Emma Stone, por “La La Land”
Natalie Portman, por “Jackie”
Meryl Streep, por “Florence: Quem É Essa Mulher?”
Isabelle Huppert, por “Elle”
Ruth Negga, por “Loving”

Melhor ator coadjuvante
Jeff Bridges, por “A Qualquer Custo”
Mahershala Ali, por “Moonlight”
Dev Patel, por “Lion”
Michael Shannon, por “Animais Noturnos”
Lucas Hedges, por “Manchester à Beira-Mar”

Melhor atriz coadjuvante
Viola Davis, por “Cercas”
Naomie Harris, por “Moonlight”
Nicole Kidman, por “Lion”
Octavia Spencer, por “Estrelas Além do Tempo”
Michelle Williams, por “Manchester à Beira-Mar”

Melhor filme estrangeiro

“Terra de Minas”, de Martin Zandvliet (Dinamarca)
“Um Homem Chamado Ove”, de Hannes Holm (Suécia)
“O Apartamento”, de Asghar Farhadi (Irã)
“Tanna”,de Bentley Dean e Martin Butler (Austrália)
“Toni Erdmann”, de Maren Ade (Alemanha)

Melhor animação
“Kubo e as Cordas Mágicas”, de Travis Knight
“Moana: Um Mar de Aventuras”, de Ron Clements
“Minha Vida de Abobrinha”, de Claude Barras
“A Tartaruga Vermelha”, de Michael Dudok de Wit
“Zootopia”, de Byron Howard e Rich Moore

Melhor documentário em longa-metragem
“Fogo no Mar”, de Gianfranco Rosi
“I am Not Your Negro”, de Raoul Peck
“Life, Animated”, de Roger Ross Williams
“OJ: Made in America”, de Ezra Edelman
“A 13ª Emenda”, de Ava DuVernay

Melhor roteiro original
“A Qualquer Custo”
“La La Land”
“O Lagosta
“Manchester à Beira-Mar”
“20th Century Women”

Melhor roteiro adaptado
“A Chegada”
“Cercas”
“Estrelas Além do Tempo”
“Lion”
“Moonlight”

Melhor direção de fotografia
“A Chegada” (Bradford Young)
“La La Land” (Linus Sandgren)
“Lion” (Greig Fraser)
“Silêncio” (Rodrigo Prieto)
“Moonlight” (James Laxton)

Melhor direção de arte
“A Chegada”
“Animais Fantásticos e Onde Habitam”
“Ave, Cesar!”
“La La Land”
“Passageiros”

Melhor montagem
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“A Qualquer Custo”
“La La Land”
“Moonlight”

Melhor mixagem de som
“A Chegada”
“Até o Último Homem”
“La La Land”
“Rogue One: Uma História Star Wars”
“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

Melhor edição de som
“A Chegada”
“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”
“Até o Último Homem”
“La La Land”
“Sully: O Herói do Rio Hudson”

Melhores efeitos especiais
“Rogue One: Uma História Star Wars”
“Mogli: O Menino Lobo”
“Doutor Estranho”
“Kubo e as Cordas Mágicas”
“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”

Melhor figurino
“Aliados”
“Animais Fantásticos e Onde Habitam”
“Florence: Quem É Essa Mulher?”
“Jackie”
“La La Land”

Melhor maquiagem e cabelo
“Um Homem Chamado Ove”
“Star Trek: Sem Fronteiras”
“Esquadrão Suicida”

Melhor trilha sonora
“Jackie”
“La La Land”
“Lion”
“Moonlight”
“Passageiros”

Melhor canção original
“Audition” (“La La Land”)
“”Can’t Stop the Feeling!” (“Trolls”)
“City of Stars” (“La La Land”)
“The Empty Chair” (“Jim: The James Foley Story”)
“How Far I’ll Go” (“Moana”)

Melhor curta-metragem
“Ennemis Intérieurs”, de Sélim Azzazi
“La Femme et le TGV”, de Timo von Gunten
“Silent Nights”, de Tom Poehlmann
“Sing”, de Kristof Deák
“Timecode”, de Juanjo Giménez Peña

Melhor curta documental
“4.1 Miles”, de Daphne Matziaraki
“Extremis”, de Dan Krauss
“Joe’s Violin”, de Kahane Cooperman
“Watani: My Homeland”, de Marcel Mettelsiefen
“The White Helmets”, de Orlando von Einsiedel

Melhor curta de animação
“Blind Vaysha”, de Theodore Ushev
“Borrowed Time”, de Jules Bishop
“Pear Cider and Cigarettes”, de Robert Valley
“Pearl”, de Patrick Osborne
“Piper: Descobrindo o Mundo”, de Alan Barillaro