Filme de Cao Hamburger é belo como a imagem de um rio platinado boiando sobre a tela

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Xingu – Cao Hamburger, que já nos deu o tão belo e simples O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (2006), mantém o filme em um nível bem razoável. A história de Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat), embrenhando-se em busca de quê, em uma marcha rumo ao Oeste, é tudo em forma e discrição. Enfim, um épico. A narrativa clássica é segura, com alternância de tempos fortes e fracos dosados satisfatoriamente para arrancar emoção. Mas a primeira imagem é a que fica, a de um rio belo e platinando boiando na tela, e não a de um filme que se chafurda em um pântano de contradições inerentes à condição daqueles três irmãos bem-nascidos que caem em um lugar-incomum de embates entre brancos e índios, brancos e brancos e índios e índios.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Cao Hamburger
Elenco: João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat, Maiarim Kaiabi, Awakari Tumã Kaiabi, Adana Kambeba, Tapaié Waurá, Totomai Yawalapiti
Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlink
Roteiro: Cao Hamburger, Elena Soares
Fotografia: Adriano Goldman
Trilha Sonora: Beto Villares
Duração: 102 min.
Ano: 2011
País: Brasil
Classificação: 12 anos