Cuíca de Santo Amaro abre CineFuturo em novembro

Cuíca de Santo Amaro - pontocedecinema.blog.br

Em outubro, o documentário de Joel de Almeida e Josias Pires será exibido em Angola e na Venezuela

O filme Cuíca de Santo Amaro, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires, estreia em Salvador na abertura do VIII CineFuturo (Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual), que este não acontece no Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha, de 9 a 14 de novembro, e não em seu refúgio tradicional, o Teatro Castro Alves.

Antes, o documentário de longa-metragem será exibido em Luanda (Angola), no dia 9 de outubro, no Projeto do Goethe-Institut Angola, e na Ilha de Margarita (Venezuela), nos dias 26, 28 e 31, no V Festival do Cine Latinoamericano e Caribenho.

O filme resgata a história do cordelista José Gomes (1907–1964), que, segundo consta, ficou conhecido como Cuíca de Santo Amaro por conseguir tirar o som da cuíca no violão.

Mestre trovador, repórter, cordelista e cronista social, ele desancava a sociedade dos anos 40 e 50 do século passado com seus versos satíricos sobre os escândalos e problemas cotidianos.

No filme A Grande Feira, realizado por Roberto Pires em 1961, aparece na abertura e no final, discursando em frente ao Elevador Lacerda. São algumas de suas raras e antológicas imagens em movimento.

A seguir, a sinopse oficial do filme:

“Na idílica Salvador dos anos 40 e 50, Cuíca de Santo Amaro atenta contra o pudor e brada contra a hipocrisia, revela em praça pública segredos de alcova e trapaças de ricos marreteiros. É o cronista social. Nada lhe escapa: o custo de vida, os crimes mais comoventes, manobras dos líderes da II Guerra Mundial. Suas histórias, não raro obscenas, vende como caninha nas feiras de Salvador e do Recôncavo da Bahia”.

“Transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte, Cuíca deixa atrás de si um rastro de polêmica. ‘Comigo não tem bronca’, garantia. É a versão popular do boca de brasa, o Gregório de Mattos sem gramática. Herói e anti-herói. Trovador repórter. O maior comunicador que a Bahia já teve. É um performer antes de Salvador virar metrópole”.

Leia mais acessando o site e o blog do filme