
John Edgar Hoover ( 1895-1972) nasceu e morreu em Washington, EUA. Foi chefe absoluto do FBI por 48 anos
John Edgar Hoover comandou o FBI com mão de ferro a partir de 1924 até a morte, em 1972. Notabilizou-se quando passou a combater espiões comunistas e gangsters famosos como Dillinger, Pretty Boy e Baby Face. Desvendou o sequestro seguido de assassinato do filho do aviador Charles Lindbergh e modernizou a instituição com novos métodos de investigação criminal.
Mas uma parte do talento era mesmo fachada, resultado de sua sempre presente nacessidade de afirmação perante o público, que o fazia colher louros exclusivos em resoluções de casos protagonizadas por seus agentes.
Foi presença marcante no tempo de “caça às bruxas”, embora mantivesse relações pífias com Joseph McCarthy (1908-1957), o famoso senador que comandou as perseguiçõesa a todos que eram comunistas ou suspeitava simpatizantes do comunismo, nos anos 1950, período que ficou conhecido como macartismo.
Teve participação intensa na vida dos Estados Unidos durante o mandato de oito presidentes, mantendo um coportamento nada ortodoxo em relação a pelo menos três, Roosevelt, Kennedy e Nixon, obtendo gravaçõee comprometedoras e fazendo chantagens, ameaçando levar a público escândalos da vida pessoal e política de cada um deles.
Em relação à luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, acirrada nos anos 1960, foi um demolidor, e há um momento de J. Edgar, o filme de Clint Eastwood, em que permanece diante da TV esperando que o ativista Martin Luther King, atendendo às suas pressões, recuse o Prêmio Nobel da Paz, em 1964. Classista, embora de família pobre, com pai decadente, o que é sublinhado logo no início do filme, John Edgar Hoover foi um excêntrico.



