Bonequinha no luxo e do alto dos seus 50 anos

Bonequinha de Luxo - pontocedecinema.blog.brHá 50 anos esta sequência que posto logo aí abaixo vinha ao mundo. Uma sequência inesquecível de um filme máximo, que reúne drama, humor, sofisticação. E decadência. É a abertura de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), de Blake Edwards.

Aí está Audrey Hepburn no papel de Holly Golightly, a provinciana que quer se dar bem como garota de programa na grande metrópole, mas só encontra pedra no caminho. Um pouco também como aquele personagem texano de John Voight de Midnight Cowboy, de John Schlesinger.

Golightly só encontra par em algumas outras grandes do cinema, minhas favoritas, entre elas a Norma Desmond de Gloria Swanson em Sunset Boulevard (Crepúsculo dos Deuses), de Billy Wilder, e a Blanche DuBois de Vivien Leigh em Uma Rua Chamada Pecado, de Elia Kazan.

Aliás, Uma Rua Chamada Pecado, no original, era Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. E não podemos esquecer da Evelyn Mulwray de Faye Dunaway em Chinatown, de Polanski, e a Veronika Voss de Rosel Zech em O Desespero de Verônica Voss, de Fassbinder.

Alguns anos antes de Breakfast at Tiffany’s, Audrey Hepburn fez Sabrina, no filme de Billy Wilder, a filha do motorista de uma família rica que vai para Paris e na volta anuncia: “Papai, você vai conhecer a mulher mais sofisticada do mundo”. E Hepburn era isso mesmo: a mulher mais sofisticada do mundo. Mas o meu preferido, entre os sofisticadíssimos de La Hepburn, é Fanny Face (Cinderala em Paris), de Stanley Donen. Um filme com muita bossa.

Bonequinha de Luxo (breakfast at Tiffany’s)
De Blake Edwards
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