Bahia fica com maioria dos prêmios do Festival 5 Minutos. A Melhor Idade foi o grande vencedor

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A Melhor Idade, de Adriano Big: primeiro lugar do júri oficial e prêmios do júri popular e da ABCV/ ABD

Com 22 dos 50 vídeos selecionados para a mostra competitiva, a Bahia levou a melhor na noite de encerramento do XV Festival Nacional 5 Minutos, sábado (19/10), na Sala Walter da Silveira, recebendo a maioria dos prêmios e menções honrosas.

O vídeo A Melhor Idade, dirigido por Adriano Big, com abordagem diferenciada do sexo na maturidade, foi o grande vencedor. Ficou com o primeiro lugar (Prêmio Walter da Silveira) escolhido pelo júri oficial, o Prêmio Luiz Orlando, eleito pelo júri popular, e o de melhor filme baiano do júri da ABCV/ ABD-Ba.

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Dançando, Mas Tô Andando, de Marcondes Dourado: segundo lugar do júri oficial e documentário pela ABCV/ ABD

Dançando, Mas Tô Andando, um curioso exercício estilístico sobre um homem de 50 anos que passou um ano e oito meses andando para trás, ficou com o segundo lugar (Prêmio Alexandre Robatto) do júri oficial e prêmio Orlando Senna de melhor documentário, eleito pela diretoria da ABCV/ ABD-Ba.

Como Num Passe de Claves, de Emerson Dias, também da Bahia, ficou com o terceiro lugar (Prêmio Roberto Pires), enquanto que o pernambucano Auge do Alopro, de Braz Marinho, recebeu o Prêmio Vito Diniz de realizador estreante.

Para mais informações, acesse o site do XV Festival Nacional 5 Minutos.

A seguir, a lista completa dos vencedores, com a justificativa dos júris:

Júri oficial
1º lugar: A Melhor Idade (Ba), de Adriano Big (Prêmio Walter da Silveira no valor de R$ 10 mil). Com coragem e direção de atores marcantes, o filme areou terrenos férteis.

2º lugar: Dançando, Mas Tô Andando (Ba), de Marcondes Dourado (Prêmio Alexandre Robatto no valor de R$ 8 mil). Pelo domínio na direção, com olhar sensível diante de um drama particular.

3º lugar: Como Num Passe de Claves (Ba), de Emerson Dias (Prêmio Roberto Pires no valor de R$ 6 mil). Pela abordagem política e exercício da linguagem audiovisual pouco convencional.

Realizador Estreante: Auge do Alopro (Pe), de Braz Marinho (Prêmio Vito Diniz no valor de R$ 2 mil, escolhido dentre os participantes que estejam realizando a sua primeira obra audiovisual).

Prêmio Luiz Orlando: A Melhor Idade (no valor de R$ 4 mil para o vídeo mais votado pelo júri popular).

Menção honrosa para:
1 – 100Sonho (Ba), de Amanda Gracioli
2 – Milonguita de Dos (DF), de Julieta Zarza e Carlos Lascano
3 – Cadet Blues (Ba), de Nelson Magalhães Filho
4 – Festa no Apartamento da Suzana – 10 de Julho de 2011 (PR), de Christopher Faust

Prêmio ABCV/ ABD-BA para filme baiano
Melhor filme: A Melhor Idade, de Adriano Big (tela do artista plástico Washington Arléo). Pela originalidade e ousadia ao abordar o sexo de forma despojada, evitando a caricatura e os clichês normalmente associados ao tema.

Prêmio Orlando Senna categoria documentário, eleito pela diretoria da ABCV/ ABD-Ba, Dançando, Mas Tô Andando, de Marcondes Dourado (tela do artista plástico Justino Marinho). Pela temática humanista, com direção segura que conseguiu fazer um documentário autoral e distante do lugar-comum.

Menção honrosa para:
1. Pequeno, de Ernesto Molinero. Por uma releitura chapliniana que remete aos tempos modernos com humor e crítica social.
2. Autômatos, de Péricles Mendes e André Pimenta. Por uma superposição de linguagens e técnicas diferentes, que remete a uma poesia concreta multimídia.