A morte, o prazer e o êxtase em Paraísos Artificiais, de Marcos Prado

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PARAÍSOS ARTIFICIAIS – Ainda em cartaz nos cinemas, pode não ser o melhor filme do mundo, mas também está longe da superficialidade que alguns apregoam. O filme de Marcos Prado, primeiro longa ficcional do diretor de Estamira, poderia ser confundido com títulos oitentistas do tipo Menino do Rio, Garota Dourada e Bete Balanço. Mas vai além, ao acompanhar a angústia existencial de Erika (Nathalia Dill), do namorado Nando (Luca Bianchi) e da amiga Lara (Lívia de Bueno) pelas raves coalhadas de sexo, drogas e música eletrônica. Em alguns momentos as sobreposições narrativas, bem como o hippies tardios e as viagens pink-floydianas, cansam, mas nada como um momento especial, em que se articulam três planos fundamentais – o da morte, o do prazer sexual e o do êxtase em plena loucura. Esse é o eixo de Paraísos Artificias. E isso paga o filme e a festa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Marcos Prado
Elenco: Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de Bueno, Bernardo Melo Barreto, César Cardadeiro e Divana Brandão
Produção: José Padilha, Marcos Prado
Roteiro: Cristiano Gualda, Pablo Padilla, Marcos Prado
Fotografia: Lula Carvalho
Trilha Sonora: Rodrigo Coelho, Gustavo M M
Duração: 96 min.
Ano: 2012
País: Brasil
Classificação: 16 anos