A marca, a maldade e o toque de um gênio

A Marca da Maldade - pontocedecinema.blog.br

Orson Welles interpreta Hank Quinlan em A Marca da Maldade, filme explosivo do próprio Welles

Alguns críticos querem mesmo indicar A Marca da Maldade (1958) como mais importante do que Cidadão Kane (1941). Acho puro revisionismo, claro, mas não tira o valor deste filme, um dos grandes de toda a história do cinema, que está na programação do Festival CineFuturo.

Hank Quinlan, o policial corrupto interpretado pelo próprio Welles, é um personagem antológico. O cineasta reservou um tratamento especial a ele: algum carinho, sei lá, a partir da ideia formulada em Kane de que o ser humano é insondável em sua natureza, com a inserção de uma música remissiva a tocar insistente numa pianola e a introdução da cigana interpretada por Marlene Dietrich, que ergue uma ponte em direção ao passado do personagem.

A abertura do filme está entre as mais belas de toda a história do cinema: um plano sequência brilhante, puxado pelo casal de protagonistas interpretados por Janet Leight e Charlton Heston. Explosivo, sinalizador da natureza da obra que se começa a ver. Assista, a seguir: